| CRIMINALIDADE:
A COMPARAÇÃO ENTRE OS ANOS DE 2007 E 2008 MOSTRAM ÍNDICES
ESTÁVEIS EM MARÍLIA
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Sueli
Andruccioli Felix
Marina Monteiro de Queiroz Ravazzi Ao contrário do que vemos em alguns noticiários locais, em balanço efetuado pelo Comitê de Segurança e pelo Grupo de Pesquisa GUTO/Unesp, os índices de ocorrências do primeiro semestre de 2008 são muito próximos aos do primeiro semestre de 2007. Segundo dados oficiais da Secretaria de Segurança Pública (http://www.ssp.sp.gov.br), comparando-se os dois primeiros semestres, tem-se:
Isto significa que, em relação às ocorrências envolvendo veículos, os dois anos são absolutamente idênticos com o total de 74 furtos e roubos, o que poderá ser conferido diretamente no site da Secretaria de Segurança, na Internet (Rede Mundial de Computadores), portanto, dados públicos e publicados. Apenas os roubos tiveram um aumento de 19%, os furtos um pequeníssimo aumento de 6% e as ocorrências envolvendo veículos permaneceram na mesma proporção do ano de 2007, como já dissemos, sendo que os furtos de veículos reduziram em quase 3%. O PAPEL DA IMPRENSA NOS DIAS ATUAIS A imprensa tem um importante papel na sociedade. Contudo, uma cortina de fumaça pode estar obnubilando esse papel, a ponto de diversos meios debaterem o assunto, como o programa Observatório da Imprensa, que vai ao ar às terças-feiras à 00h10min pela TV Cultura. Faço minhas as palavras de Luciano Martins Costa, colaborador do programa: “Muito se tem demonstrado sobre exemplos pontuais na imprensa brasileira de menosprezo à verdade, ou, mais regularmente, de parcialismo diante da complexidade dos fatos noticiados, especialmente dos fatos políticos e econômicos. O viés, as premissas e certos condicionamentos anteriores ao trabalho de reportagem e edição parecem viciar como cartas marcadas o resultado que a imprensa oferece à apreciação pública”1. O Grupo de Pesquisa GUTO e o atual Laboratório de Estudos da Violência e Segurança da UNESP (LEVS/GUTO/UNESP), assim como o Comitê Gestor de Segurança e Qualidade de Vida da Prefeitura Municipal de Marília, a todo o momento são procurados para entrevistas sobre violência e qualidade de vida. Porém, ficamos profundamente indignados com a utilização enviesada dos resultados das pesquisas acadêmicas, provenientes de uma respeitada universidade, para servir a quaisquer que sejam os interesses que não o de divulgar a verdade. As estatísticas sempre serviram de instrumento para a averiguação de um objeto estudado, porém é preciso critério ao usá-las para não confundir um leitor desavisado e dar a falsa imagem de uma Marília extremamente violenta. Ainda neste final de semana (3ago08) tivemos a grata surpresa de ver Marília em 13º lugar entre as cidades de maior crescimento e melhores condições de vida do Brasil, conforme dados da FIRJAN (Federação das Indústrias do Estado do Rio de Janeiro), publicada em um grande veículo de comunicação Folha de São Paulo, Caderno Cotidiano, p. C11. Dizer o contrário, no mesmo dia, parece uma brincadeira de mau gosto e de desrespeito à inteligência do leitor mariliense. A nossa maior indignação advém do nosso papel de pesquisadores, mas também do nosso papel de cidadãos que amam Marília e ficamos desejosos de ver uma imprensa trabalhando na construção de uma cidade cada vez melhor em detrimento da espetacularização do caos, especialmente em um ano de eleição municipal. 1.
Trecho de artigo publicado no site do Observatório da Imprensa,
possível de ser visualizado em:
http://observatorio.ultimosegundo.ig.com.br/artigos.asp?cod=347IMQ001
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