CRIME
VIRTUAL - Concessionária alerta contra estelionato
“sites e concessionárias
idôneas tem os nomes usados pelos criminosos”
Com um recibo de depósito nas mãos, um morador de Sorocaba
procurou ontem a concessionária Pompeiana, empresa do grupo Comasa
Veículos, para conferir uma suposta oferta que encontrou na internet.
Antes de chegar em Pompéia, ele depositou um sinal no valor de
R$ 1.100, na tentativa de garantir a compra de uma caminhonete D-20,
ano 95, com preço abaixo de mercado. A negociação
iniciada na internet, por um estelionatário que usou o nome da
empresa, é agora alvo de investigação da polícia
e motivo de alerta da concessionária para evitar novos golpes.
De acordo com o diretor da concessionária, Eduardo
Freire, há dois dias a empresa passou a receber uma série
de telefonemas de pessoas interessadas em veículos inexistentes.
Ao menos 15 ligações foram recebidas, de vários
estados do país.
Conforme alerto na edição de fevereiro a
revista Quatro Rodas, especializada em automóveis, o golpe não
é novidade. Antes, porém, ocorria por meio de anúncios
em classificados de jornais. Com a difusão da internet e o suposto
anonimato encontrado no mundo virtual, o estelionato migrou para o novo
meio de comunicação.
Freire explica que o criminoso coloca anúncios em
sites de vendas, idôneos e conceituados, com ofertas de veículos
em condições excepcionais. “A vítima normalmente
é atraída pelo modelo de boa aceitação no
mercado, baixos preços e outras vantagens fantasiosas”,
esclareceu o diretor da Comasa.
A caminhonete D-20 inexistente, que deixou prejuízos
para o morador de Piracicaba, foi anunciada por R$ 25 mil, enquanto
o preço médio do veículo está em R$ 35.
“É preciso desconfiar destas diferenças que não
se explicam. A variação aceitável não passa
de 10%”, alertou Eduardo Freire.
Após ver a oferta, a vítima faz contato telefônico
com o vendedor, que usa telefone com redirecionamento de chamada e alega
pertencer a empresa. O golpista diz que não faz reserva do veículo
e poderá vender a qualquer momento. Iludido, o potencial comprador
aceita depositar um sinal antes de ver o veículo.
O caso registrado em Pompéia preocupou a concessionária,
que além de divulgar o fato para alertar consumidores, relatou
o crime à polícia. As investigações serão
baseadas no rastreamento da chamada e identificação de
beneficiários de depósito. Entretanto a polícia
deve enfrentar como obstáculo, para esclarecer o caso, o uso
de “laranjas” e documentos falsos para apagar as pistas
do estelionato.
fonte:http://www.jornaldamanha.com/visualizar.php?not=17693
- 18-03-2007