GOLPE DO
BOLETO - Acusado de fraude bancária é procurado
Estelionatários
com atuação em Marília e Araçatuba movimentaram,
em apenas quatro dias, mais de R$ 200 mil. Criminosos fazia adulterações
em faturas bancárias e desviavam pagamentos para contas de “laranjas”.
Uma denúncia do Banco do
Brasil, recebida pela Polícia Civil na semana passada, desencadeou
uma investigação que culminou, nesta terça-feira,
com a prisão de dois empresários. Segundo a polícia,
o grupo desviava boletos bancários, adulterava o código
de barras e a conta do beneficiário. As correspondências
seguiam normalmente para os destinos e os clientes quitavam os débitos,
mas o dinheiro nunca chegava às empresas. Dois empresários
de Araçatuba foram pesos; um homem é procurado em Marília.
Os irmãos Vinicius Luiz Seleguim, 29 anos,
e Willian Antônio Seleguim, de 24, presos pela polícia
de Araçatuba, são proprietários de dois postos
de combustíveis na cidade. Segundo o delegado Wilson Disposti,
titular do 1º Distrito Policial, uma conta corrente da empresa
recebeu depósitos do esquema.
“É um tipo de golpe relativamente novo,
não sabemos detalhes. Eles usam recursos gráficos para
alterar o código de barras e mudar o beneficiário do
pagamento. Para o cliente, a conta está paga, mas a empresa
não recebe o repasse”, detalhou Disposti.
A quadrilha seleciona faturas de alto valor para
aplicar o golpe. Um único pagamento recebido na agência
central do Banco do Brasil de Marília deixou prejuízo
de R$ 75 mil. Conforme explicou o delegado, a vítima neste
caso é a empresa que deixa de receber o montante. “Eles
(criminosos) obviamente mantém o nome da empresa e o valor,
só alteram dados que o cliente não desconfia”.
O operador de caixa, no ato do recebimento, também
não tem condições de averiguar as informações.
O crime só é descoberto quando a empresa cobra o cliente
e descobre que, embora o boleto esteja autenticado, não houve
repasse da instituição financeira. O banco tenta fazer
o rastreamento, mas os valores já foram sacados das contas
dos “laranjas”.
Erro fatal
A polícia admite a hipótese de um
erro na ação da quadrilha, que normalmente usava contas
de “laranjas” para dificultar o rastreamento do dinheiro.
“Descobrimos depósitos recentes na conta da empresa.
Eles podem ter trocado os titulares, ou usaram os próprios
nomes por excesso de confiança”, explicou o delegado.
Durante uma busca, a polícia de Araçatuba
apreendeu documentos que comprovariam o envolvimento dos irmãos
no esquema. O delegado ainda não esclareceu como as correspondências
eram desviadas dos Correios e depois retomavam o destino. “Vamos
investigar a entrega das faturas”, disse.
Um homem identificado como Rogério Ferreira
Gomes, supostamente morador em Marília e dono de empreiteira
em Araçatuba, não foi localizado pela polícia.
Ele seria o chefe do esquema, mas há suspeitas que esta seja
apenas uma de suas identidades.
Os dois empresários detidos respondem por
estelionato e crime contra o sistema financeiro. Eles estão
recolhidos na Cadeia Pública do município de General
Salgado.
Fonte: http://www.jornaldamanha.com/visualizar.php?not=18426
10/05/2007
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